Instituto Religioso Nova Jerusalém > Liturgia Dominical > Roteiro Homilético > DOMINGO DA PÁSCOA DO SENHOR – ANO A

DOMINGO DA PÁSCOA DO SENHOR – ANO A

“Este é o dia que o Senhor fez para nós”

132

Textos Bíblico-litúrgicos: (At 10,34.37-43)   (Sl 117)   ( Cl 3,1-4)   ( Jo 20,1-9).

 

Com esta celebração, encerramos o Tríduo Pascal, coração do ano litúrgico. Experimentamos com ela, o mergulho no mistério salvífico de Cristo, iluminado pela ressurreição, antecipando as alegrias eternas do “…dia que o Senhor fez para nós”.

Na Vigília  Pascal, renovando nossas promessas batismais, recordamos nosso mergulho com Cristo em sua morte para ressurgirmos homens e mulheres novos, de pé, caminhando na via que é Ele mesmo, iluminando o caminho com o farol da ressurreição. Celebrando a cada semana a Páscoa Semanal (domingo) “…comemos e bebemos com Ele” (cf. I Leitura, v. 41), celebramos o dom da nossa fé testemunhada por Pedro (cf. I Leitura, v.39). O testemunho de Pedro é sua própria profissão de fé e a da comunidade cristã. Como líder da comunidade, Pedro toma a palavra e anuncia o mistério da fé, o núcleo central daquilo que nós, comunidade apostólica, professamos. A mesma fé na ressurreição que o Apóstolo Paulo experimentou e que nos aponta para buscar as coisas do alto (cf. II Leitura, v.2) e a relativizar o que é do mundo (coisas e pessoas). Esperança de que a nossa vida não se resume ao que experimentamos neste mundo; esperança que nos leva a  crer que  a morte não tem a última palavra. Se experimentamos essa realidade de finitude – morte – como  Cristo, também com ele ressuscitaremos, pois em Deus devem estar nossa esperança e confiança: por mais que o mundo nos ofereça sinais de morte, “a nossa vida está escondida, com Cristo, em Deus” (cf. II Leitura, v.3)

O sinal do túmulo vazio

A novidade cristã  já começa com a quebra de paradigmas: a primeira a fazer a experiência da ressurreição foi Madalena (cf. Evangelho, v.1): jamais o testemunho de uma mulher serviria de base para um judeu; porém, o testemunho de Madalena move Pedro e João, que correm ao túmulo e o encontram vazio. A ausência de Jesus no túmulo não é prova de que ele havia ressuscitado, mas aponta para isso. O sinal do túmulo vazio faz com que os discípulos compreendam as Escrituras, que até então pareciam incompreensíveis. (cf. Evangelho, v.9)

A alegria da ressurreição não é para nós, cristãos, mera euforia que passa com o tempo. Na verdade, é uma experiência pessoal e comunitária com o Ressuscitado, que nos impulsiona a uma atitude transformadora da realidade, levando vida a todos os lugares sombreados pelos sinais de morte que ainda imperam em nossa sociedade. Transformar uma realidade na qual o ser humano nunca seja considerado mercadoria (Campanha da Fraternidade 2014)  mas tenha, de fato, direito à vida, com a certeza de que não estamos sozinhos, pois “o Cristo que leva aos céus, caminha à frente dos seus!” (Sequência de Páscoa).

 

Diac. Glévison Felipe (Diácono Permanente da Arqudiocese de Belo Horizonte)

Onde Estamos. Veja mais