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A IGREJA EM “SAÍDA”: NOVOS RUMOS DA MISSÃO

Por Francisco Gleison Oliveira*

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“A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na ‘missão’ do Filho e do Espírito Santo” (AG 2). Jesus Verbo Divino, em sua encarnação realizou no mundo, com a ação do Espírito do Pai, sua missão libertadora e salvadora de todas as criaturas, por meio do serviço e amor filial.

Eis o programa da missão de Jesus Cristo: “O Espírito do Senhor está sobre mim; por isso me ungiu e me enviou a anunciar a boa nova aos pobres, a sarar os contritos de coração, a proclamar a libertação dos cativos e a restituir a vista aos cegos” (Lc 4,18). E ainda mais: “Veio o Filho do Homem para buscar e salvar o que estava perdido” (Lc 19,10).

Para que isso fosse possível o Senhor Jesus, logo desde o princípio “chamou a Si alguns a quem Ele quis, e escolheu doze para andarem com Ele e para os mandar a pregar” (cf. Mc 3,13). E antes de subir ao céu enviou os seus apóstolos a todo o mundo tal qual Ele também tinha sido enviado pelo Pai (AG 5), dando-lhes este mandato: “Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo quanto vos prescrevi” (Mt 28,19-20). “Ide por todo o mundo, proclamai a Boa Nova a toda a criatura. Quem acreditar e for batizado, será salvo; mas quem não acreditar, será condenado” (Mc 16,15ss). Qual a razão desta atividade missionária? Que os homens cheguem ao pleno conhecimento da verdade, alcançando assim a sua salvação. Esta é a vontade de Deus. Assim, a missão nada mais é que “anúncio explícito da Boa Nova de Cristo, isto é, o querigma: anunciar Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado” (CC 187).

Tudo isso pressupõe adesão de coração de todos aqueles que desejam comprometer-se com o Reino, dispostos assim a levar a Boa Nova de Jesus a todos, sendo no mundo, acima de tudo, testemunhas visíveis do seu amor, o que exige disponibilidade, coragem e perseverança na caminhada de fé. É preciso, portanto, deixar a “multidão”, para seguir a Jesus Cristo (“discípulo”), tornando-se verdadeiros “apóstolos”, sem perder de vista o cotidiano de suas vidas.

Desta forma, a Igreja, não só por meio dos seus pastores, mas sobretudo tendo os leigos como protagonistas desta nova evangelização, deve assumir o seu compromisso de estar em “estado permanente de missão, o que supõe que a comunidade cristã tenha consciência de que ela é ‘por sua natureza missionária’” (CC 189). E que, portanto, existe, unicamente para glorificar e levar ao mundo o nome do Senhor. Sobretudo em realidades tão discrepantes. Ou seja, ir ao mundo sem medo de anunciar, abandonando o comodismo, e ‘em saída’ fazer, com auxílio do Espírito Santo, ecoar a palavra e vontade do Senhor, sobretudo por meio de nossas ações de transformação desta e de outras realidades tão injustas e excludentes. “A fé se fortalece quando é transmitida” (DAp 379) e a melhor forma é transmiti-la por meio da luta de tantos e tantos irmãos que sofrem e anseiam por uma sociedade mais humana, livre, justa e igualitária. O que supõe diante dessas realidades “aproximação afetuosa, escuta, humildade, solidariedade, compaixão, diálogo, reconciliação e compromisso com a justiça social” (CC 186).

Desta forma, nossa Igreja precisa de missionários, de pessoas comprometidas em fazer do seu cotidiano, do trabalho, da universidade, dos meios de comunicação, da política… meios de anúncio, luta por justiça, comunhão com os que sofrem.

Portanto, por que não servir a Deus de forma radical, anunciando o seu amor e conquistando a todos para o Pai, por meio da imitação e seguimento de Jesus Cristo? Saiamos, pois, do nosso comodismo e adentremos as periferias existenciais, levando a todos a alegria de filhos, discípulos e missionários do Reino. Vamos sem medo! Ele estará conosco! (cf. Mt 28, 20).

Referências 

BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Paulus, 2010.

CC = CNBB, Comunidade de Comunidades: Uma nova paróquia, n. 100. São Paulo: Paulinas, 2014.

DAp = DOCUMENTO DE APARECIDA, Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Paulinas, Paulus e CNBB, 2007.

AG = PAULO VI, Papa. Ad Gentes. Disponível em www.vatican.va. Acesso em 27/set/16.

 

* Postulante dos Sagrados Corações, graduado em Filosofia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA e graduando em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE.

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